Estatuto da Segurança Privada: o que a Lei 14.967 muda para quem contrata serviços de segurança

A segurança privada exerce um papel estratégico na proteção de pessoas, patrimônio e operações empresariais. Com a entrada em vigor da Lei nº 14.967/2024, conhecida como Estatuto da Segurança Privada, o setor passou a contar com regras mais claras, modernas e rigorosas.

Mas um ponto merece atenção especial: a nova lei não impõe obrigações apenas às empresas de segurança, mas também a quem contrata esses serviços.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é o Estatuto da Segurança Privada
  • Quais serviços ele regulamenta
  • Quais são as responsabilidades do contratante
  • Como evitar riscos legais ao contratar segurança
  • Por que a conformidade legal é um critério essencial na escolha do fornecedor

O que é o Estatuto da Segurança Privada?

O Estatuto da Segurança Privada, instituído pela Lei nº 14.967, é a legislação federal que regula toda a atividade de segurança privada no Brasil, substituindo normas antigas e fragmentadas.

Seu objetivo principal é:

  • Organizar o setor
  • Garantir qualidade e padronização dos serviços
  • Proteger clientes, usuários e profissionais
  • Combater a atuação de empresas clandestinas
  • Ampliar o controle e a fiscalização pelo Estado

Em termos práticos, o Estatuto estabelece quem pode prestar serviços de segurança, como esses serviços devem funcionar e quais são as responsabilidades de todos os envolvidos, inclusive do contratante.

Quais serviços de segurança privada são regulamentados?

A Lei 14.967 reconhece como serviços de segurança privada, entre outros:

  • Vigilância patrimonial
  • Segurança de eventos
  • Segurança pessoal privada
  • Transporte de valores, bens e numerário
  • Escolta armada
  • Monitoramento eletrônico e rastreamento
  • Controle de acesso em locais específicos
  • Gerenciamento de riscos em operações sensíveis

Cada um desses serviços depende de autorização prévia da Polícia Federal e deve seguir requisitos específicos de estrutura, pessoal e tecnologia.

O que muda para quem contrata serviços de segurança?

Este é um dos pontos mais importantes, e frequentemente ignorados.

A nova legislação é explícita ao afirmar que o contratante não pode se omitir. A Lei proíbe a contratação de empresas de segurança sem a verificação prévia de sua regularidade legal.

Em outras palavras:
👉 Contratar uma empresa irregular também é infração.

Isso significa que gestores, síndicos, diretores e áreas de compras passam a ter responsabilidade direta sobre a conformidade do serviço contratado.

Principais deveres do contratante

Ao contratar segurança privada, a empresa ou instituição deve:

  • Verificar se a prestadora possui autorização válida da Polícia Federal
  • Confirmar se o tipo de serviço contratado está dentro do escopo autorizado
  • Garantir que os profissionais atuem de forma regular e treinada
  • Manter contratos formais e rastreáveis
  • Atender às solicitações de fiscalização quando exigido

Ignorar esses pontos não é apenas um risco operacional, é um risco jurídico.

Quais os riscos de contratar segurança irregular?

A Lei 14.967 prevê sanções diretas para quem contrata serviços em desacordo com a legislação, tais como:

  • Multas administrativas
  • Determinação de encerramento imediato do serviço
  • Responsabilização solidária em determinadas situações
  • Riscos trabalhistas, civis e criminais decorrentes de incidentes
  • Exposição da marca e da reputação institucional

Além disso, empresas clandestinas ou irregulares costumam operar sem treinamento adequado, processos e controle, aumentando significativamente o risco de falhas graves.

Checklist prático: o que verificar antes de contratar segurança privada

Antes de fechar contrato, avalie:

  1. A empresa possui autorização vigente da Polícia Federal?
  2. O serviço contratado (patrimonial, eventos, escolta etc.) está autorizado?
  3. Os profissionais são registrados, treinados e certificados?
  4. A empresa possui estrutura operacional compatível com o serviço?
  5. Há histórico, experiência e reputação no mercado?
  6. Existe investimento contínuo em tecnologia e capacitação?

Esse cuidado protege não apenas o patrimônio, mas também a gestão, a marca e os responsáveis pela contratação.

Conformidade legal: um diferencial estratégico

Cumprir a Lei 14.967 não deve ser visto apenas como obrigação legal, mas como um critério estratégico de decisão.

Empresas de segurança que atuam em conformidade:

  • Operam com maior previsibilidade
  • Reduzem riscos operacionais e jurídicos
  • Entregam serviços mais profissionais e padronizados
  • Protegem melhor clientes, colaboradores e operações

Para o contratante, isso se traduz em menos exposição a riscos e mais tranquilidade na gestão.

A atuação da Orsegups dentro do Estatuto da Segurança Privada

Com mais de 50 anos de atuação, a Orsegups opera alinhada às exigências legais do setor, mantendo autorização, fiscalização e certificações exigidas pela legislação brasileira.

A empresa investe continuamente em:

  • Processos profissionais de seleção e treinamento
  • Formação e atualização permanente de seus profissionais
  • Certificações de gestão, qualidade e segurança da informação
  • Tecnologia aplicada à prevenção e à proteção de operações críticas

Esse modelo de atuação garante que os serviços prestados estejam em conformidade com o Estatuto da Segurança Privada, reduzindo riscos para quem contrata.

Em resumo

A Lei 14.967 mudou o patamar da segurança privada no Brasil.

Hoje, contratar segurança exige responsabilidade, critério técnico e atenção à conformidade legal. Entender minimamente o Estatuto da Segurança Privada é uma forma de proteger não apenas o patrimônio, mas também a gestão e a própria organização.

Se você deseja entender melhor como aplicar essas exigências à sua realidade ou avaliar a conformidade do seu contrato atual, fale com um especialista da Orsegups.

👉 Segurança bem contratada começa com informação e responsabilidade.

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